sábado, 21 de abril de 2012


Esse é o trabalho de Inglês Chris Lishman, fotógrafo formado no Newcastle College. O flickr dele está repleto de ótimas fotografias e seu tema preferido são as paisagens e em segundo plano os esportes.
As paisagens do condado de Northumberland e do Mar do Norte são espetacularmente fotografadas utilizando com muita frequência a longa exposição e uma saturação nas cores que chama a atenção e faz parte da linguagem do fotografo. As técnicas digitais de HDR também são comuns no seu trabalho que já recebeu diversas premiações alem de um grande sucesso da sua exposição exibida na “The Association of Photographers Gallery”
Outro trabalho que pode ser encontrado no Flickr e merece desta que é o da Massagista Missi Gregorius. Sua sensibilidade para pequenos planos e fotografias de paisagens é admirável e ao contrario do Chris na é evidente o uso de tratamento digital nas suas fotografias.

Já o trabalho de “josontheaker” é bem mais variado que os anteriores, mas ainda assim de muita qualidade:

Alem dos que citei existe uma infinidade de fotografias e fotógrafos muito bons portando quase que diariamente imagens espetaculares. Tornando o Flickr uma ótima ferramenta para se manter atualizado com a produção fotográfica atual.


P.S.: um agradecimento especial ao pessoal do blog “Fotovidade” e a amida Amanda Gasperin que nos ensinou hoje como postar as galerias do Flickr em blogs e sites.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Sebastião Salgado fotografo!

Nascido em 8 de fevereiro de 1944, Sebastião Ribeiro Salgado é um dos mais respeitados fotojornalistas da atualidade. Mineiro, de Aimorés, Salgado graduou-se em economia concluindo mestrado e doutorado na mesma área (fez mestrado de Economia no Brasil, na USP, em 1967, e doutorado, na França, na Escola Nacional de Estatísticas Econômicas, em 1971).
Foi em um de seus trabalhos como economista, na Organização Internacional do Café, na década de 1970, que Sebastião descobriu a fotografia como forma de retratar a realidade econômica de diversos locais do mundo. Ao fotografar os cafezais africanos, para ele a fotografia apresentou-se melhor do que textos e estudos estatísticos para retratar a situação econômica dos lugares pelos quais passava.
Ao retornar a Paris, começou a trabalhar como free-lancer em fotojornalismo. Trabalhou para grandes agências como Sygma, Gamma e Magnum. Contribuiu com diversas organizações humanitárias como UNICEF, OMS , a ONG Médicos sem Fronteiras e a Anistia Internacional.
Publicou diversos livros com reuniões de fotos: Trabalhadores (1996), Terra (1997), Serra Pelada(1999), Outras Américas (1999), Retrato de Crianças do Êxodo (2000), Êxodos(2000), O Fim do Pólio(2003), Um incerto Estado de Graça(2004), O Berço da Desigualdade(2005)
Além do mais, observa-se que todo o trabalho de Salgado é realizado em preto e branco. A ausência de cor significa ausência de informação, isto é, o foco está na clareza da situação retratada. O autor da foto deseja que aquele que a observa concentre-se na situação em si, e não em um ou mais elementos da mesma, o que interessa é o contexto, o impacto do momento retratado.
Adriana Bento

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Profissão: Retratista


Foto: Dorotka Leśniańska

   Segundo definição, retratista é a pessoa que faz ou tira fotos de outras, retratando-as em diversas cenas e ocasiões. A partir do momento em que, em meados do século XIX, os avanços na
 estrutura química dos suportes fotográficos permitem tempos de exposição
 mais curtos, pessoas importantes ou anônimas começaram a ser 
fotografadas, por vaidade ou curiosidade, possibilitando uma ilusória
 imortalidade do fotografado. Quando chega a virada do século, a 
fotografia de retratos torna-se uma verdadeira febre, sendo que Paris e
 Londres foram tomadas por estúdios de retratistas onde todos, nobres ou
 plebeus, queriam ser imortalizados, e as “cartes de visite” (pequenos 
cartões de visita com a fotografia do portador) fizeram de alguns
 fotógrafos da época verdadeiros milionários.   Com este início de sucesso, o retrato passa a ser considerado uma das 
categorias nobres da fotografia, e uma forma comercialmente importante
 para tornar viável o mercado da fotografia profissional; ganha-se
 dinheiro suficiente para tocar o negócio, a vida familiar e permitir que 
o fotógrafo se dedique exclusivamente ao seu estúdio, não como uma 
atividade secundária, mas sim única.   Esta tradição européia do retrato é trazida ao Brasil no começo do século XX, e logo surgem os estúdios dedicados a ele, 
principalmente no  Rio de Janeiro. 

Com o passar das décadas, a fotografia foi se popularizando, ficando
 mais accessível a todos, e no final do século XX a imagem, estimulada 
pela grande mídia, passa a ter importância crescente na vida das pessoas, e o 
estúdio de retratos volta a ser bastante procurado, um verdadeiro sucesso.    “Um sucesso que não teve quebras e permanece ainda hoje, pela simplíssima razão de que o retrato corresponde exatamente a necessidades precisas do homem.”. (Milano Castelo)

   Retrato fotográfico é um texto visual, uma linguagem não verbal. Sua frontalidade comunica, traz uma mensagem ao receptor e essa mensagem gera uma aproximação com o outro. É poder se conhecer, conhecer uma nova identidade por exemplo. Mexe com as fantasias do homem. Em sua maioria, idealizando o “belo”.No retrato o elemento é variável, chamado pessoa. Para compor um "belo" retrato, precisamos usar harmonicamente todos os elementos (pessoa, ângulo, luz, expressão...).   “Para fazer fotografias duradouras, é necessário aprender a ver com o olhar da própria mente, porque o coração e mente são as verdadeiras lentes da câmera…”. (Yosuf Karsk)


Foto: Clicio Barroso - Modelo: Ellen Melo


   Para ter sucesso com a profissão, alguns fatores são fundamentais; o ambiente onde a foto será feita tem 
que ser agradável e confortável, o fotógrafo tem que ser comunicativo, 
simpático e paciente, a iluminação deve favorecer ao fotografado (luz 
generosa para as mulheres, luz mais marcante para os homens) e a direção 
de fotografia deve ser firme mas tranquila e educada, transmitindo segurança.   É interessante notar que as pessoas que vão ser fotografadas geralmente 
estão bastante inseguras, com medo de se mostrar para a câmera, e 
costumam criar  diferentes personagens para si próprias no estúdio.   É função do fotógrafo quebrar este gelo e passar a confiança necessária 
para o fotografado.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Tipos de Planos ou Enquadramento


Os planos determinam aquilo que se quer mostrar de relevante na fotografia, levando em conta a organização dos elementos em cena. 


Plano  de  Detalhe


O Plano de detalhe resgata as emoções, texturas, formas e idéias. Tornando as formas ainda mais expressivas, pois captura apenas um detalhe da cena. 

 


Plano Geral



Esse tipo de enquadramento ocupa uma menor parte do quadro divindo espaço com o sujeito. Existe uma integração entre espaço e sujeito e por isso tem grande valor descritivo, pois situa a ação do sujeito sob o ambiente em que ela ocorre.  



 


Primeiro Plano


É o enquadramento do sujeito destacando seu semblante. Preocupa-se com a emoção da fisionomia. 


Plano Médio


O indivíduo aparce da cintura para cima. Esse plano é muito utilizado em jornalismo televisivo.







Grande Plano Geral

É o enquadramento em que o ambiente é o elemento primordial e o elemento humano é apenas um elemento na paisagem. Reforça a importância da localização geográfica do sujeito, aludindo ao envolvimento ou domínio do sujeito  pelo ambiente.


 

Plano Americano

Um posicionamento de câmera muito utilizado no cinema e video.

Enquadra o personagem dos joelhos para cima.
Facilita a visualização da movimentação e reconhecimento das personagens.
O plano americano é assim chamado porque foram exatamente os norte-americanos que propagaram o estilo em seus filmes de faroeste, onde mostrava o personagem a partir de um pouco acima do joelho para frisar a arma na cintura e também a expressão facial, do personagem.


Referencias:

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Escolha o uso das Objetivas.


A possibilidade de trocar as objetivas da câmera, ou as distancias focais, no caso do zoom, cria um campo inteiramente novo para seu trabalho. A uma variedade vasta de distancias  focais à  sua escolha, agrupadas  sob a classificação de grande-angular, normal e teleobjetiva.

Objetivas normais ou padrão:


As objetivas normais são as de 50 ou 55mm.
Normalmente uma objetiva com essa distancia focal faz parte da compra da câmera.
São conhecidas como objetivas normais porque a imagem que produzem corresponde aproximadamente ao modo como ela é vista pelo olho humano.
São adequadas para paisagens ou retratos de meio corpo. Não é recomendado usar objetiva normal para close de rosto, pois terá que chegar muito perto do seu objeto e acabar tornando a câmera invasora.
Esse tipo de objetiva é geralmente mais luminosa e tem abertura máxima de f1.4.




Objetivas grande- angulares:


Essas objetivas são capazes de abranger uma capo de visão muito maior do que as objetivas normais ou  do que as teleobjetivas. As grande-angulares começam por volta de 21mm a 35mm .
Seu uso é indicado em paisagens, amplos panoramas e dão efeitos impressionantes de visão aéreas e cenas de multidão. São uteis também quando se está trabalhando com fotografia de interiores estreitos.



Teleobjetivas:


As teleobjetivas mais frequentes começam por volta de 75mm e vão até 1200mm. A mais popular é de alcance entre 90 e 250mm. 
As teles, são excelentes para trazer para perto um objeto distante e produzem um efeito interessante de perspectiva, pois aumentam a distância média e o plano de fundo em relação ao primeiro plano. 





    http://vivianelacerda.blogspot.com.br/2011/08/fotografando-focagem-automatica.html

















sábado, 14 de abril de 2012


Teoria das cores:
Isaac Newton fez uma experiência onde constatou que a luz do sol, tem grande influencia na vida das cores, especificamente nas cores do arco-íris.
A luz é fundamental para a percepção da cor, uma vez que as só existem e só é vista por   nossos olhos, com a presença da luz .  
 A cor luz baseia-se na luz solar e pode ser vista através dos raios luminosos, capaz de transformar em varias cores.
As cores estão presentes em toda nossa vida.

Balanço de branco:
As fotografias tiradas no mesmo ambiente expõem coloração diferente. Algumas ficam mais amareladas e outras, com cor mais azulada. É causado pelo balanço de branco do programa da maquina fotográfica, ele supre o que as objetivas não conseguem demonstrar corretamente:
Auto: A câmera escolhe o melhor ajuste;
Luz do dia: Quando estiver em cenas externas, com dia de sol:
Tungstênio: Corrige o amarelado da luz de tungstênio;
Fluorescente: Corrige o esverdeado da luz fluorescente;
Nublado; Ajuda a deixar a cena menos escura em dia de pouco sol;
Modo automático: Não tem controle sobre os tons final.

Adriana Bento

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Referência: Henri Cartier-Bresson

  O grande poeta das imagens, o artista inato, o descomplicado e genial fotógrafo: essas são algumas das carinhosas definições deste que, sem questionar muito, foi um dos mestres da fotografia do século XX.


   "A fotografia por si só não me interessa, mas a reportagem sim, a comunicação entre o mundo e o homem com este instrumento maravilhoso do tamanho da mão que nos faz passar desapercebidos. E assim participamos. É uma dança entende? É uma grande alegria fotografar assim." (Henri Cartier-Bresson)



    Bresson, considerado por muitos o pai do fotojornalismo. Nascido em 1908, na França. Filho de família urbana. Na juventude teve aulas de desenho com importantes pintores da época. Ele queria ser pintor. O que na verdade se tornou sua segunda paixão. Bresson comparou a fotografia com o desenho. Para ele desenhar era meditar. E a fotografia era como um tiro. No desenho pode-se apagar e fazer outro, não se luta contra o tempo. Na Fotografia, existe o "momento decisivo", o lugar certo na hora certa.

   Bresson desprezava fotografias montadas e cenários artificiais, justificando seu desprezo alegando que os fotógrafos deveriam registrar sua imagem de uma forma rápida e bem feita.  Apesar da fama, sempre detestou ser reconhecido. Gostava de ficar por trás da câmera, se escondia quando queriam fotografá-lo. Costumava comentar uma frase de Degas, “É ótimo ser famoso com a condição de ser desconhecido.”

   A fotografia transformou sua vida, e as suas fotografias transformaram e transformam a vida de gerações e gerações de fotógrafos.


Fotografias:














    “Para mim a câmera é um caderno de rascunhos, um instrumento de intuição e espontaneidade, o mestre do instante onde, em termos visuais, questiona e decide ao mesmo tempo. Para poder dar um significado ao mundo, é preciso se sentir envolvido com o que é visto através da câmera. Essa atitude requer concentração, disciplina, sensibilidade e senso de geometria. É pela economia dos meios que chegamos à simplicidade da expressão. Tirar uma fotografia significa reconhecer - simultaneamente e em uma fração de segundos - o fato em si e os elementos visuais que formam seu significado. Fotografar é colocar na mesma linha de mira a cabeça, o olho e o coração". (Henri Cartier-Bresson)