quinta-feira, 10 de maio de 2012

O lado engraçado da profissão.



        A profissão de fotógrafo tem um certo glamour, as pessoas admiram ver aquelas câmeras, com objetivas gigantescas. Não imaginam os apuros que o profissional passa.
        Muitas vezes, o fotógrafo tem que submeter-se à situações engraçadas e desconfortantes para adquirir um bom ângulo e uma boa composição da imagem.


















E ainda para aqueles que tem clientes impacientes, ai vai a dica!



        Se você é fotógrafo, já deve ter ouvido algumas destas ilustres frases, e se você não é, esperamos que nunca tenha dito nenhuma destas frases, pois saiba que os fotógrafos podem até sorrir, mas por dentro eles querem mesmo é te matar.

 1- É só uma foto. Na frase: “Você só precisa tirar umas fotos, é pouca coisa” o que podemos entender? Que o preço que devemos cobrar tem que ser baixo, afinal, é pouca coisa. Seguinte meu (inha) amigo (a), independente do que o fotógrafo irá fotografar, a “pouca coisa” raramente é “pouca coisa”, então deixemos está frase de lado e vamos ao que interessa, não cabe ao cliente dizer se é muito ou pouco o que temos que fotografar, e sim, ao fotógrafo analisar e ver o que é preciso para se obter o melhor trabalho, o que pra mim é pouco pode ser muito para outro, e vice-versa certo? Então nada de dizer aos fotógrafos o quanto será fácil o trabalho, afinal, se fosse fácil, você mesmo faria.

2- Como pode ser tão caro, se você só precisa entregar o cd?
Não discuto aqui a estratégia que cada fotógrafo adota sobre entregar ou não um CD com as fotos em alta do seu trabalho. A questão é: O meu trabalho não está no CD, e sim na captura, na técnica, no conhecimento, nos estudos e workshops que são feitos para obter o conhecimento e o verdadeiro status de fotógrafo, falo status no sentido de “ser” e não do “ter”.

3-Também, com uma máquina desta, até eu tiro fotos boas
Essa frase é simplesmente clássica! Quem nunca ouviu um tiozão dizendo esta celebre frase? Como se o equipamento fosse o único responsável pela obra prima que você criou. Muitos amigos fotógrafos falam que equipamento não é tudo, e realmente acredito que não seja TUDO, mas é uma boa parte, se fosse assim, porque comprar Mark II e D700? A questão é: não adianta ter uma Ferrari e não saber usá-la, certo? Mas voltando a frase do tiozão, o que fazer com relação a esta situação além de rir? Já ouvi casos de amigos que deram a câmera para o tiozão fazer uma foto e levaram na esportiva, em outros casos, o fotógrafo perguntou ao tiozão, porque então, ele não era fotógrafo se era tão fácil? Uma coisa é certa, o equipamento NUNCA fez o fotógrafo e nem NUNCA fará, mas a pecinha que está atrás do botão é quem manda.

4-Ai! Não gostei, estou feio (a) tira outra
Meus amigos, quem faz plástica é cirurgião e não fotógrafo certo? Quando ouvimos esta frase, é como se o fotógrafo fosse o culpado pela pessoa não ter se gostado na foto. Que culpa tem o fotógrafo se você saiu descabelada (o), de olho fechado, com o sorriso torto, etc? Está no seu direito de não gostar da foto, afinal é você que está ali, mas isto não te da o direito de reclamar DO fotógrafo. Não gostou? Peça educadamente para tirar outra foto, mas não olhe para o fotógrafo com cara de que está achando ele o maior burro por não saber fotografar “a sua beleza”.


5- Deixa eu tirar umas fotos com a sua câmera?

Nas festas, amigos, ou pessoas estranhas já pediram pra usar a sua câmera? Ah se eles soubessem o quanto o fotógrafo preza pela sua ferramenta de trabalho, e que dela ele tira o seu sustento. Pessoal, a câmera de um fotógrafo é algo como sua esposa ou marido, namorado (a) (talvez esse não seja um bom exemplo =P) ela é só dele, e só ele pode usar, então saiba, que pedir emprestado um equipamento que custa caro não seja a melhor opção. Um amigo fotógrafo disse que um convidado de um casamento estava enchendo a sua paciência para tirar fotos com a sua câmera, e ele tentou explicar que era um equipamento caro, e que não seria possível o cidadão fotografar. O convidado indignado jogou na cara do fotógrafo que se ele quisesse poderia comprar 10 câmeras se ele quebrasse, então, o fotógrafo sabiamente questionou o convidado: Se o Sr quebrar a minha câmera hoje, no mesmo instante o Sr teria pelo menos UMA das DEZ pra me arrumar para que eu possa terminar de fotografar o casamento? Lembre-se, a câmera é uma ferramenta de trabalho e não um TecPix descartável.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

A renascença trouxe para a pintura elementos que buscavam um efeito realístico, utilizando os recursos técnicos disponíveis para que a representação estivesse o mais “real” possível. Mas a verdadeira pergunta é: A fotografia herdou essa necessidade de transpor a realidade em três dimensões e munida de movimento para um quadro estático em das dimensões?

Alem de fotografia dilata a visão natural e desenvolve outro tipo de visão: a visão fotográfica, munida de um simbolismo próprio e uma estética peculiar. Ela não necessariamente é realista, pode muita das vezes ser surrealista retratando de maneira fiel a realidade, mas dando uma interpretação totalmente distinta. Existe muita subjetividade na fotografia, ela pode mentir ou distorcer a verdade de maneira proposital para fornecer um prazer estético que o simples retrato da realidade não proporcionaria.

Para essa transmutação consciente do “real” para algo “belo”, no sentido artístico da palavra, é necessário um olhar apurado alem de um conhecimento técnico e equipamentos capazes de suprir essa necessidade. A utilização das diferentes “linguagens fotográficas” ajuda o fotografo nessa difícil missão. Utilizando os elementos descritos nos artigos de nossas Colaboradoras Viviane Moraes, Simone Dreves e Clarissa com certeza tornar-se-á mais fácil. A pesquisa e conhecimento do trabalho de fotógrafos de referencia, entre eles Henri Cartier-Bresson, Sebastião Salgado, Boris Kossoy e Richard Avedon, a observação de obras artísticas como a pintura, escultura e até mesmo a arquitetura, junto com a pratica e o experimentalismo podem ajudar desenvolver uma linguagem única.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Equipamento: Nikon vs Canon



  
 Se a fotografia fosse uma religião, esta seria uma guerra santa. Há fanáticos dos dois lados, defendem a sua máquina até o último pixel, fãs que não trocam a sua máquina por nada deste mundo. Mas também há quem diga que esta rivalidade faz tanto sentido como comparar maças a laranjas e que os dois gigantes precisam um do outro para evoluir tecnologicamente e dividir o mercado.
   Nikon e Canon, as duas principais fabricantes de câmeras fotográficas, crescem com uma batalha tecnológica, numa corrida por inovações, por mais megapixels, maior ISO e menor ruído, melhor resolução e assim por diante para todo o sempre.
   Em relação a qualidade, as duas marcas não são diferentes, não. Uma é tão boa quanto a outra, as diferenças são tão sutis que não há como distinguir uma foto tirada por uma Nikon de uma pela Canon.
   Saiba quais são suas necessidades e pesquise também o que está dentro da sua faixa de preço, o que você pode e quer pagar. De nada adianta uma super câmera, a melhor e mais cara se não souber usa-la. E usar não significa apertar alguns botões, vai muito além disso...

O que acha de uma batalha onde máquinas fotográficas atiram, flashes viram granadas e a grande vilã Nikon, usa uma mocinha como refém?
Acompanhe a seguir uma divertida "guerra" escrita por Thiago Gomes.




A guerra irá continuar. rs
O juiz dessa disputa é VOCÊ. A palavra final será sua!
Eu sou NIKON e você?

sábado, 5 de maio de 2012

Visão 360/ Clarissa

Para quem gosta de fotografia de moda este fotógrafo vai além, criativo e único suas fotos misturam o mundo imaginário, cores, e composições um tanto quanto ousadas, dentro de um cenário altamente rico e casual...sua cidade Hong Kong.
  Dotado de criatividade, fica uma excelente dica beeemmm 360!!



http://hakanphotography.com/fashion.htm

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Richard Avedon.


Conhecido pelos trabalhos que fez para revistas de moda, sua obra vai muito além: 
Mudou a cara da fotografia moderna.





         Com um trabalho inovador e criativo para sua época, Richard Avedon, foi um dos maiores nomes da fotografia americana.
         Nasceu em Nova Iorque, 15 de Maio de 1923 e faleceu aos 81 anos na San Antonio em 2004.  Quando Richard Avedon faleceu o New York Times publicou que a sua obra ajudou a definir o estilo americano da segunda metade do século XX.
        Estudou filosofia, na universidade de Columbia, em 1941 tornou-se Co-editor da revista The Magpie. entre 1942 e 1944 serviu ao exército e em 1945 passou a ser fotógrafo da Harper's Bazaar, e até ao fim da década fotografou também para a Theatre Arts e para a revista Vogue.
        Em 1957 trabalhou na fotografia e foi consultor visual do filme "Funny Face" de Stanley Donen, nomeado para 4 Oscar’s da Academia de Hollwood, e com Audrey Hepburn e Fred Astaire nos principais. Esta colaboração não foi casual, pois o filme é baseado na carreira de Avedon e a personagem de Fred Astaire e inspirada diretamente no fotógrafo nova-iorquino.




  
        Richard Avedon fotografou o ser humano em dimensões nunca antes registradas. Imagens planejadas – o fotógrafo gostava de desenhar as fotos antes de tirá-las – resultavam em ângulos e cortes inéditos.











        Sua obra incluía dois outros segmentos que apareceram nos seis grandes livros que publicou, e em exposições nos mais importantes museus americanos. Eram os retratos de celebridades e anônimos, e as grandes reportagens sobre temas tão diversos quanto a queda do Muro de Berlim e um asilo de loucos.






        Frase dita por Richard Avedon:  "Quando estou fazendo um retrato, acho até ofensivo usar uma iluminação sofisticada e abusar dos retoques. Acho que a própria pessoa pode expressar sua beleza. Se alguém está com a barba por fazer ou tem pequenas pintas no rosto, não quero esconder isso nem tentar fazê-lo ficar mais atraente".




        Com personagens estáticos nos retratos e explosões de movimento na moda e nas ruas, Richard Avedon mudou a cara da fotografia moderna. 

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Fotografo de Esportes Radicais

Para realizar uma boa cobertura de esportes radicais é necessário, antes de tudo, gostar de esportes radicais. As fotografias podem ser feitas comercialmente para diversas finalidades entre elas para cobertura jornalística, para fins de marketing, tanto das empresas de equipamentos quanto dos próprios atletas. E é bastante comum, também, as coberturas voltadas a atrair os amantes dos esportes ao lugar, alem é claro do prazer que isso proporciona ao amante de fotografia e do esporte em questão.

Com tanta variedade de propósitos é necessário um conhecimento técnico fotográfico gigantesco, um conhecimento sobre o esporte, alem de equipamentos de ponta e um apego a esses equipamentos bem menor que a média. Isso porque não é incomum o fotografo de esportes de aventura deparar-se com situações em que a segurança e durabilidade do equipamento sejam comprometidas. Por exemplo, ao fotografar uma prova de rali um excesso de zelo poderia levar o fotografo não posicionar a câmera perto do local de passagem dos carros (imagina uma pedra voando na sua 400mm f/2.8) e isso poderia comprometer a cobertura. Ao fotografar escaladas técnicas o fotografo, na maioria das vezes, escala com os demais atletas. Nessa situação uma queda poderia arruinar toda uma vida de aquisições.

Quanto à técnica a coisa complica ainda mais. Se você pensar que na maioria das vezes quem consome fotografia de esportes de aventura são justamente pessoas que entendem de esportes de aventura fica muito complicado você simular situações vendáveis. Pensamos mais uma vez no exemplo de fotos de produtos de escalada: não é viável fazer propagandas com uma foto de um atleta em uma posição que não remeta a uma um grande apuro técnico no esporte e ninguém consegue simular um movimento desse. Resta ao atleta/modelo fazer o movimento e o fotografo fazer o registro preciso durante as frações segundo que dura o movimento. Alem disso ele precisa estar posicionado adequadamente para remeter a algo realmente técnico. Observe:

Nessa foto do austríaco Rainer Eder,fotografo responsável pelos catalogo de marcas de renome no mundo da escalada, entre elas Mammut, SAC e Bergschule alem de diversas publicações sobre o assunto, é possível sentir toda a tensão do movimento, é possível perceber que o atleta se segura em praticamente nada, o que requer muita técnica, alem de mostrar a altura em que o atleta se encontra. E somente bem posicionado e com o click no momento certo é possível.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Para quê serve o Filtro Polarizador?

Filtros são acessórios que colocamos na frente da lente para conseguir efeitos e correções na imagem.

O Filtro Polarizador é o queridinho da maioria dos fotógrafos de paisagens. Uma de suas funções é melhorar o contraste e saturação da foto: este filtro evita que partes muito clara da paisagem como o céu fique sem contraste. A riqueza de cores e detalhes é melhorada e o resultado fica bem mais realista e interessante.

Porém o efeito mais importante e “menos reproduzível digitalmente” do filtro polarizador é a diminuição do reflexo em áreas não metálicas como água e vidro. É graças ao filtro Polarizador que fotos com águas cristalinas como assunto ficam lindas. Sem ele a água reflete o céu e não dá para ver nada embaixo.

Repare no exemplo acima: ao utilizar o filtro Polarizador os reflexos na água e nas pedras somem, mostrando os detalhes. A folhagem também ganha mais constraste e a imagem, no geral, mais vida.

Outros filtros

Um filtro/lente bastante utilizado para quem não quer investir em lentes caras macro é o filtro Close-up. Ele permite fazer fotos com nitidez aceitável de objetos próximos, sem a lente ser macro.

Por Adriana Bento