sexta-feira, 20 de abril de 2012

Sebastião Salgado fotografo!

Nascido em 8 de fevereiro de 1944, Sebastião Ribeiro Salgado é um dos mais respeitados fotojornalistas da atualidade. Mineiro, de Aimorés, Salgado graduou-se em economia concluindo mestrado e doutorado na mesma área (fez mestrado de Economia no Brasil, na USP, em 1967, e doutorado, na França, na Escola Nacional de Estatísticas Econômicas, em 1971).
Foi em um de seus trabalhos como economista, na Organização Internacional do Café, na década de 1970, que Sebastião descobriu a fotografia como forma de retratar a realidade econômica de diversos locais do mundo. Ao fotografar os cafezais africanos, para ele a fotografia apresentou-se melhor do que textos e estudos estatísticos para retratar a situação econômica dos lugares pelos quais passava.
Ao retornar a Paris, começou a trabalhar como free-lancer em fotojornalismo. Trabalhou para grandes agências como Sygma, Gamma e Magnum. Contribuiu com diversas organizações humanitárias como UNICEF, OMS , a ONG Médicos sem Fronteiras e a Anistia Internacional.
Publicou diversos livros com reuniões de fotos: Trabalhadores (1996), Terra (1997), Serra Pelada(1999), Outras Américas (1999), Retrato de Crianças do Êxodo (2000), Êxodos(2000), O Fim do Pólio(2003), Um incerto Estado de Graça(2004), O Berço da Desigualdade(2005)
Além do mais, observa-se que todo o trabalho de Salgado é realizado em preto e branco. A ausência de cor significa ausência de informação, isto é, o foco está na clareza da situação retratada. O autor da foto deseja que aquele que a observa concentre-se na situação em si, e não em um ou mais elementos da mesma, o que interessa é o contexto, o impacto do momento retratado.
Adriana Bento

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Profissão: Retratista


Foto: Dorotka Leśniańska

   Segundo definição, retratista é a pessoa que faz ou tira fotos de outras, retratando-as em diversas cenas e ocasiões. A partir do momento em que, em meados do século XIX, os avanços na
 estrutura química dos suportes fotográficos permitem tempos de exposição
 mais curtos, pessoas importantes ou anônimas começaram a ser 
fotografadas, por vaidade ou curiosidade, possibilitando uma ilusória
 imortalidade do fotografado. Quando chega a virada do século, a 
fotografia de retratos torna-se uma verdadeira febre, sendo que Paris e
 Londres foram tomadas por estúdios de retratistas onde todos, nobres ou
 plebeus, queriam ser imortalizados, e as “cartes de visite” (pequenos 
cartões de visita com a fotografia do portador) fizeram de alguns
 fotógrafos da época verdadeiros milionários.   Com este início de sucesso, o retrato passa a ser considerado uma das 
categorias nobres da fotografia, e uma forma comercialmente importante
 para tornar viável o mercado da fotografia profissional; ganha-se
 dinheiro suficiente para tocar o negócio, a vida familiar e permitir que 
o fotógrafo se dedique exclusivamente ao seu estúdio, não como uma 
atividade secundária, mas sim única.   Esta tradição européia do retrato é trazida ao Brasil no começo do século XX, e logo surgem os estúdios dedicados a ele, 
principalmente no  Rio de Janeiro. 

Com o passar das décadas, a fotografia foi se popularizando, ficando
 mais accessível a todos, e no final do século XX a imagem, estimulada 
pela grande mídia, passa a ter importância crescente na vida das pessoas, e o 
estúdio de retratos volta a ser bastante procurado, um verdadeiro sucesso.    “Um sucesso que não teve quebras e permanece ainda hoje, pela simplíssima razão de que o retrato corresponde exatamente a necessidades precisas do homem.”. (Milano Castelo)

   Retrato fotográfico é um texto visual, uma linguagem não verbal. Sua frontalidade comunica, traz uma mensagem ao receptor e essa mensagem gera uma aproximação com o outro. É poder se conhecer, conhecer uma nova identidade por exemplo. Mexe com as fantasias do homem. Em sua maioria, idealizando o “belo”.No retrato o elemento é variável, chamado pessoa. Para compor um "belo" retrato, precisamos usar harmonicamente todos os elementos (pessoa, ângulo, luz, expressão...).   “Para fazer fotografias duradouras, é necessário aprender a ver com o olhar da própria mente, porque o coração e mente são as verdadeiras lentes da câmera…”. (Yosuf Karsk)


Foto: Clicio Barroso - Modelo: Ellen Melo


   Para ter sucesso com a profissão, alguns fatores são fundamentais; o ambiente onde a foto será feita tem 
que ser agradável e confortável, o fotógrafo tem que ser comunicativo, 
simpático e paciente, a iluminação deve favorecer ao fotografado (luz 
generosa para as mulheres, luz mais marcante para os homens) e a direção 
de fotografia deve ser firme mas tranquila e educada, transmitindo segurança.   É interessante notar que as pessoas que vão ser fotografadas geralmente 
estão bastante inseguras, com medo de se mostrar para a câmera, e 
costumam criar  diferentes personagens para si próprias no estúdio.   É função do fotógrafo quebrar este gelo e passar a confiança necessária 
para o fotografado.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Tipos de Planos ou Enquadramento


Os planos determinam aquilo que se quer mostrar de relevante na fotografia, levando em conta a organização dos elementos em cena. 


Plano  de  Detalhe


O Plano de detalhe resgata as emoções, texturas, formas e idéias. Tornando as formas ainda mais expressivas, pois captura apenas um detalhe da cena. 

 


Plano Geral



Esse tipo de enquadramento ocupa uma menor parte do quadro divindo espaço com o sujeito. Existe uma integração entre espaço e sujeito e por isso tem grande valor descritivo, pois situa a ação do sujeito sob o ambiente em que ela ocorre.  



 


Primeiro Plano


É o enquadramento do sujeito destacando seu semblante. Preocupa-se com a emoção da fisionomia. 


Plano Médio


O indivíduo aparce da cintura para cima. Esse plano é muito utilizado em jornalismo televisivo.







Grande Plano Geral

É o enquadramento em que o ambiente é o elemento primordial e o elemento humano é apenas um elemento na paisagem. Reforça a importância da localização geográfica do sujeito, aludindo ao envolvimento ou domínio do sujeito  pelo ambiente.


 

Plano Americano

Um posicionamento de câmera muito utilizado no cinema e video.

Enquadra o personagem dos joelhos para cima.
Facilita a visualização da movimentação e reconhecimento das personagens.
O plano americano é assim chamado porque foram exatamente os norte-americanos que propagaram o estilo em seus filmes de faroeste, onde mostrava o personagem a partir de um pouco acima do joelho para frisar a arma na cintura e também a expressão facial, do personagem.


Referencias:

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Escolha o uso das Objetivas.


A possibilidade de trocar as objetivas da câmera, ou as distancias focais, no caso do zoom, cria um campo inteiramente novo para seu trabalho. A uma variedade vasta de distancias  focais à  sua escolha, agrupadas  sob a classificação de grande-angular, normal e teleobjetiva.

Objetivas normais ou padrão:


As objetivas normais são as de 50 ou 55mm.
Normalmente uma objetiva com essa distancia focal faz parte da compra da câmera.
São conhecidas como objetivas normais porque a imagem que produzem corresponde aproximadamente ao modo como ela é vista pelo olho humano.
São adequadas para paisagens ou retratos de meio corpo. Não é recomendado usar objetiva normal para close de rosto, pois terá que chegar muito perto do seu objeto e acabar tornando a câmera invasora.
Esse tipo de objetiva é geralmente mais luminosa e tem abertura máxima de f1.4.




Objetivas grande- angulares:


Essas objetivas são capazes de abranger uma capo de visão muito maior do que as objetivas normais ou  do que as teleobjetivas. As grande-angulares começam por volta de 21mm a 35mm .
Seu uso é indicado em paisagens, amplos panoramas e dão efeitos impressionantes de visão aéreas e cenas de multidão. São uteis também quando se está trabalhando com fotografia de interiores estreitos.



Teleobjetivas:


As teleobjetivas mais frequentes começam por volta de 75mm e vão até 1200mm. A mais popular é de alcance entre 90 e 250mm. 
As teles, são excelentes para trazer para perto um objeto distante e produzem um efeito interessante de perspectiva, pois aumentam a distância média e o plano de fundo em relação ao primeiro plano. 





    http://vivianelacerda.blogspot.com.br/2011/08/fotografando-focagem-automatica.html

















sábado, 14 de abril de 2012


Teoria das cores:
Isaac Newton fez uma experiência onde constatou que a luz do sol, tem grande influencia na vida das cores, especificamente nas cores do arco-íris.
A luz é fundamental para a percepção da cor, uma vez que as só existem e só é vista por   nossos olhos, com a presença da luz .  
 A cor luz baseia-se na luz solar e pode ser vista através dos raios luminosos, capaz de transformar em varias cores.
As cores estão presentes em toda nossa vida.

Balanço de branco:
As fotografias tiradas no mesmo ambiente expõem coloração diferente. Algumas ficam mais amareladas e outras, com cor mais azulada. É causado pelo balanço de branco do programa da maquina fotográfica, ele supre o que as objetivas não conseguem demonstrar corretamente:
Auto: A câmera escolhe o melhor ajuste;
Luz do dia: Quando estiver em cenas externas, com dia de sol:
Tungstênio: Corrige o amarelado da luz de tungstênio;
Fluorescente: Corrige o esverdeado da luz fluorescente;
Nublado; Ajuda a deixar a cena menos escura em dia de pouco sol;
Modo automático: Não tem controle sobre os tons final.

Adriana Bento

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Referência: Henri Cartier-Bresson

  O grande poeta das imagens, o artista inato, o descomplicado e genial fotógrafo: essas são algumas das carinhosas definições deste que, sem questionar muito, foi um dos mestres da fotografia do século XX.


   "A fotografia por si só não me interessa, mas a reportagem sim, a comunicação entre o mundo e o homem com este instrumento maravilhoso do tamanho da mão que nos faz passar desapercebidos. E assim participamos. É uma dança entende? É uma grande alegria fotografar assim." (Henri Cartier-Bresson)



    Bresson, considerado por muitos o pai do fotojornalismo. Nascido em 1908, na França. Filho de família urbana. Na juventude teve aulas de desenho com importantes pintores da época. Ele queria ser pintor. O que na verdade se tornou sua segunda paixão. Bresson comparou a fotografia com o desenho. Para ele desenhar era meditar. E a fotografia era como um tiro. No desenho pode-se apagar e fazer outro, não se luta contra o tempo. Na Fotografia, existe o "momento decisivo", o lugar certo na hora certa.

   Bresson desprezava fotografias montadas e cenários artificiais, justificando seu desprezo alegando que os fotógrafos deveriam registrar sua imagem de uma forma rápida e bem feita.  Apesar da fama, sempre detestou ser reconhecido. Gostava de ficar por trás da câmera, se escondia quando queriam fotografá-lo. Costumava comentar uma frase de Degas, “É ótimo ser famoso com a condição de ser desconhecido.”

   A fotografia transformou sua vida, e as suas fotografias transformaram e transformam a vida de gerações e gerações de fotógrafos.


Fotografias:














    “Para mim a câmera é um caderno de rascunhos, um instrumento de intuição e espontaneidade, o mestre do instante onde, em termos visuais, questiona e decide ao mesmo tempo. Para poder dar um significado ao mundo, é preciso se sentir envolvido com o que é visto através da câmera. Essa atitude requer concentração, disciplina, sensibilidade e senso de geometria. É pela economia dos meios que chegamos à simplicidade da expressão. Tirar uma fotografia significa reconhecer - simultaneamente e em uma fração de segundos - o fato em si e os elementos visuais que formam seu significado. Fotografar é colocar na mesma linha de mira a cabeça, o olho e o coração". (Henri Cartier-Bresson)

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Profissão: Fotógrafo


  Um bom fotógrafo deve dominar o uso de maquinas, lentes e de todo o processo fotográfico. Deve estar sempre atento a iluminação do ambiente e ao seu melhor posicionamento diante de algo. Também precisa estar atento com o que esta ocorrendo ao seu redor, como eventos, concentrações, movimentos esportivos, políticos e sociais. É Preciso ter paciência e habilidade.


Diante ao mercado de trabalho, o fotógrafo pode atuar em qualquer meio de comunicação visual. Como revistas, jornais, televisão, internet, cinema, publicidade, etc.


A fotografia abre muitas oportunidades e caminhos distintos. Cabe ao fotógrafo(a) escolher o seu. É possível seguir desde uma carreira artística até uma carreira altamente comercial, como fotografia de moda. Também é possível ao fotógrafo, ser patrocinado e/ou contratado para viajar e fotografar diferentes paisagens, ou vender suas fotos na internet. 


Apesar de todas as alternativas clássicas do mercado de trabalho, onde a grande demanda se resume a fotografia em studio e tratamento em photoshop, cabe ao fotógrafo encontrar meios para ter o diferencial no mercado.

“Para ter sucesso naquilo que fazemos temos que garantir duas coisas: Amor e Capricho!”




http://www.dicasdefotografia.com.br/como-ser-um-fotografo-profissional